segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Protesto em Goiás retém caminhões com destino ao Porto de Santos

Produtores rurais bloqueiam desde quinta-feira os portões de fábrica da Parmalat em Santa Helena de Goiás

Um protesto de produtores rurais em uma indústria da Parmalat, em Santa Helena de Goiás (GO), está retendo pelo menos 17 motoristas de caminhões desde a última quinta-feira. Eles temem passar o Natal e o Réveillon longe das famílias. Com o acesso à empresa bloqueado por tratores e máquinas, caminhões com destino ao Porto de Santos, com carga de exportação, já perderam o embarque em um navio. Outros embarques poderão ficar prejudicados se a situação não tiver desfecho rápido.

Segundo o líder dos produtores rurais, Wesley Gonçalves de Oliveira, o movimento está sendo realizado porque eles não recebem o pagamento por seus produtos há noventa dias. Conforme disse, a empresa alega que está esperando receber o dinheiro da venda de uma unidade industrial, em Carazinho (RS). Parte do dinheiro da transação está bloqueada judicialmente. “Estamos chateados, porque estamos segurando os motoristas, que estão nervosos, impacientes e podem passar o Natal e o Ano Novo aqui. Mas, os produtores entraram em consenso e não abrem mão, bloquearam os portões e estão acampados há seis dias. Só vão liberar após o recebimento”, relatou Wesley.

O líder dos produtores disse que a dívida com o grupo é de cerca de R$ 4,5 milhões. Dentre eles, explicou, há pequenos produtores, que se unem e fornecem o leite in natura no nome de apenas um produtor. Alguns, estão vendendo porcos e abatendo a criação de aves para se manter. Dentre os caminhoneiros o clima é tenso. 15 contêineres estão carregados com leite em pó, com destino à Venezuela, a serem embarcados pelo Terminal 37 da Libra.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Embraport reinicia obras no primeiro trimestre

O presidente da Embraport, terminal multiuso em construção em Santos, Geraldo Villin Prado, afirmou que as obras do empreendimento serão retomadas no primeiro trimestre de 2010. Ele participou de audiência na Câmara de Santos, na sexta (11/12), convocada pela Comissão de Meio Ambiente.

Conforme o dirigente, a empresa retoma as obras em breve e tem orgulho de vir a Santos mostar a cara. “A Embraport sofreu alteração de sociedade recente com o ingresso de novos sócios e sabemos que isto dá margem a controvérsias. A Embraport tem quase dez anos de vida e desde 2006 nós estamos licenciados, o que é um marco no licenciamento ambiental no País”, afirmou.

A visita ao Poder Legislativo ocorreu sem uma nota sequer na imprensa. Embora uma audiência pública com galerias lotadas, aparentemente o evento não teve divulgação. Em outubro, o Legislativo tentou criar dificuldades para o empreendimento. O vereador Odair Gonzales (PR) propôs uma Comissão de Inquérito para investigar os impactos ambientais. O fato ocorreu logo após a vinda do sheik da Dubai Ports, a nova associada do empreendimento. Advertido, Gonzales viu afinal que a iniciativa atingiria o governo ao qual dá sustentação. O projeto tem alvará municipal condicionado à criação de uma unidade de conservação ambiental. Ainda mais: não havia motivo específico relevante para uma comissão de inquérito. Assim, a proposta foi transformada em Comissão Especial de Vereadores – CEV, sem poder de inquirir.

Longe de polêmicas - Geraldo Villin Prado foi nomeado presidente após a entrada da Odebrecht na sociedade, junto com a Dubai Ports, associ-
ando-se ao Grupo Coimex em um negócio de US$ 500 milhões. Ex-diretor da Odebrecht Investimentos em Infraestrutura, Villin Prado foi presidente da concessionária Rodonorte, no Paraná. Ele substitui o santista Orlando Machado Jr., (Grupo Coimex), responsável pelo lançamento, licenciamento e aprovação do projeto. O terminal, na margem esquerda de Santos, é projetado para operar com contêineres e granéis líquidos, entre eles, etanol (veja arquivo abaixo)

Coube a Sérgio Pompéia, presidente da CPEA – Consultoria Paulista de Estudos Ambientais, fazer a apresentação do projeto. Ele detalhou investimentos e os programas de redução e mitigação de impactos sócio-mabientais. Mostrou ainda o manejo da vegetação de área a ser suprimida, bem como o cuidado com sementes e animais.

Villin Prado esteve ao lado de uma dirigente da comunidade da Vila Diana, que deu depoimento sobre todas as ações exercidas pela empresa junto à comunidade, como cursos e treinamento, como por exemplo, a pintura de barcos. O presidente da Federação de pescadores falou sobre as ações positivas junto ao setor. (Fotos: Geraldo Villin Prado, Plenário da Câmara, Sérgio Pompéia)



MEMÓRIA


Após nove anos do lançamento, Embraport recebe alvará
de construção


(Veja reportagem do primeiro trimestre de 2007, especial para a Revista Global)

Maurici de Oliveira
Santos

Não à toa, num momento em que se discute o rito do licenciamento ambiental de projetos de grande magnitude, nove anos após ser lançado, o terminal Embraport obtém o alvará de construção do município de Santos, onde será instalado. Trata-se de um projeto de US$ 500 milhões, capaz de aumentar em 10% o escoamento do Porto de Santos. Em pleno funcionamento, após sete anos, este que deve ser o maior terminal privado multiuso do País poderá movimentar 1,2 milhão de contêineres e 2 milhões de metros cúbicos de granéis líquidos por ano. Iniciadas as obras dentro de um ano e meio, a previsão para início das operações é 2010.

Tanto tempo para o licenciamento permitiu e promoveu um contínuo aperfeiçoamento do projeto, tanto em termos de viabilidade econômica, como atualização de equipamentos e tecnologia, quanto em termos ambientais e sociais, haja vista os 24 programas de redução de impacto ambiental e social adotados. A maioria dos programas diz respeito a manejo da flora e da fauna da região, resultados de acordos com os órgãos ambientais no processo de licenciamento, mas há também programas para as comunidades de pescadores, por exemplo. A empresa orgulha-se de, ao final do licenciamento, ter composto um acervo que “amplia o conhecimento científico nos campos da botânica, arqueologia e sociologia da região”. Trata-se de um conhecimento produzido a fim do licenciamento, como por exemplo, a formulação de modelos matemáticos para a biomassa, que certamente será referência em novos processos, destacou a direção do grupo.

Durante o licenciamento, como uma melhor solução para o projeto, o terminal avançou para o mar. Projetado inicialmente para uma área de mangue degradado, optou-se posteriormente por um terminal erguido sobre um aterro em área de mar. O aterro terá 350 mil m2 e parte do material virá da própria dragagem, necessária para viabilizar a operação no local. A área total do empreendimento é de 800 mil m2, dos quais, 600 mil m2 para um pátio de contêineres, 100 mil m2 para tancagem (126 mil m3) e outros 100 mil m2 para armazéns, escritórios, oficinas e vias. O terminal terá três berços de atracação para navios de até 350m de cumprimento.

Com as mudanças no projeto foram preservadas 500 mil m2 de áreas nativas. Além disso, o alvará da Prefeitura de Santos foi concedido na forma de um Termo de Compromisso para a implantação da primeira unidade de conservação da cidade, documento que diretores do Grupo Coimex, controlador da Embraport, firmaram com o prefeito João Paulo Tavares Papa. A Unidade de Conservação no Ecossistema Manguezal, a 11 km do empreendimento, será mantida pela Embraport e é a primeira em Santos nesta modalidade. Terá aproximadamente 270 hectares, ou 450 campos de futebol.

“Inicialmente tínhamos um projeto que nos dava o melhor retorno possível dentro do que representa investir menos e utilizar melhor o capital. Foram identificados conflitos, saíram definidas algumas premissas ambientais e foi feita a revisão do projeto. Este projeto revisado foi submetido à audiência pública e feito todo o aperfeiçoamento, foi licenciado pelo Ibama. Este licenciamento busca, na verdade, a maior sustentabilidade ambiental, econômica e social”, disse Mozart Miranda, diretor superintendente da Embraport. Segundo ele, o terminal será dotado com o que há de mais moderno, iniciando com 11 portêineres, 33 RTGs, 100 terminal tractors, dez empilhadeiras e um reach stacker. O complexo disporá também de equipamentos para embarque de granéis sólidos e líquidos.

Orlando Machado Júnior, presidente do Grupo Coimex, afirmou que o terminal Embraport é um projeto com uma importância fundamental para a cidade de Santos, para o Estado e o País. “A tendência do comércio internacional é crescer. A tendência dos armadores é trazer cada vez mais navios maiores. Para que navios de 8 mil TEUs ou 10 mil TEUs, que será o padrão daqui há dez anos, possam vir, é fundamental que a gente tenha terminais novos, maiores, em condições de receber estas embarcações. De fato, é um projeto que se reveste de grande importância para todos nós”, disse, com a sabedoria de quem já conhece o negócio portuário.
O Grupo Coimex, criado há quase 60 anos, no Espírito Santo, controla ou tem participação societária em nove empresas, entre elas, a Companhia Portuária Vila Velha-CPVV, em Vitória (ES). A empresa respondeu por 64% da movimentação do porto daquela cidade, no ano passado. O setor de logística de distribuição e portuária representa 34,6% dos investimentos do Grupo Coimex. É a área que tem recebido o maior aporte de capital para a realização de novos negócios. O faturamento do grupo foi de US$ 1,1 bilhão em 2006. Presente entre os 100 maiores grupos empresariais do País, está presente em todos os Estados.

Para a construção do terminal, a empresa ainda espera uma solução para a dragagem no Porto de Santos, limitada em volume pela Cetesb. Se a obra fosse iniciada hoje, a dragagem não poderia ser feita, pois o local para deposição dos detritos já recebe o limite máximo permitido. A diretora de comunicação e desenvolvimento do Grupo, Elizabeth Kfouri Simão, afirmou que espera - no prazo de um ano e meio para o início da construção - a solução definitiva para esta questão.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ABTRA terá eleições em 17 de dezembro


A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados – ABTRA, presidida atualmente pela empresária Agnes Barbeito (Tecondi - Foto), passará por eleições no próximo dia 17/12. Até o momento, o pleito deve ocorrer com chapa única.

A eleição deveria ser realizada entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2010, mas está sendo antecipada por este ser considerado um período ruim para se reunir os empresários do setor, geralmente em férias nestes meses.

Em nome da representatividade, optou-se por marcar o pleito para a data escolhida, quando há a possibilidade de reunir o maior número possível de membros associados. Não está confirmado, mas é provável que a atual presidente concorra à reeleição para mais um mandato.

Após suceder José Roberto de Sampaio Campos, guindado à presiência da Localfrio, Agnes Barbeito emprendeu uma maior divulgação da entidade, patrocinando e promovendo eventos em nível nacional. Com a medida, a ABTRA, antes focada em Santos, ganha projeção nacional, principalmente pela proximidade conquistada junto ao ministro dos Portos, Pedro Brito.

A ABTRA foi criada em 25 de outubro de 1989 por empresas de serviços ligados à importação e exportação no Porto de Santos, em resposta às modificações introduzidas com a utilização do contêiner em larga escala.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Praticagem abre a casa à Imprensa

Confra-
ternização reuniu jorna-
listas em jantar


Uma nova Praticagem está surgindo em Santos. Não se trata de uma nova corporação, mas de uma concepção diferente nas relações com a comunidade, representada neste caso, pela Imprensa. Colabora para isso o profissionalismo adotado nas questões de comunicação social. O jantar de final de ano que reuniu os colegas de imprensa, nesta quinta-feira, na sede da entidade, foi uma demonstração inequívoca dos novos tempos.

Um evento na medida certa, sem mimos demasiados que seduzam os jornalistas, o jantar anfitrionado pelo presidente Fábio Mello Fontes abriu as portas da Praticagem. Poderia ter sido num hotel de luxo, mas não, o ato teve a finalidade específica de mostrar que a corporação está aberta ao diálogo, não há esqueletos em armários e, conforme discursou Fontes, "não tem coisa errada e é uma ilha de excelência".

A noite teve início com um coquetel, em seguida houve a apresen-
tação de um audiovisual institu-
cional de cerca de dez minutos e passou-se ao jantar. Esteve presente praticamente toda a crônica portuária, entre eles, repórteres, produtores e editores de emissoras de TV, como VTV, Rede Record, TV Com, Jornal A Tribuna, O Estado de S.Paulo, Jornal da Orla, Rádio Bandeirantes, Revista Santos Modal, Revista Porto S/A e Guia Marítimo.

Antes uma entidade fechada, a Praticagem rompeu com o passado a partir da contratação de uma assessoria de imprensa altamente profissionalizada, mais propriamente, o escritório da jornalista Lu Fernandes, que conta, entre outros, com Ivani Cardoso (ex-editora de A Tribuna) e José Rodrigues, que atuou por décadas em O Estado de São Paulo.

Fotos


1- Fábio Mello Fontes, presidente da Praticagem;
2- Kamila Malinoviski (Band), Douglas Gonçalves (Record), Edson Carpentieri e Mauri Alexandrino (Jornal da Orla);
3- Diogo Caixote (Porto e Mar - A Tribuna) e Fernanda Pires (Guia Marítimo);
4- Vista Geral;
5- Lu Fernandes,
6- Samuel Rodrigues (Porto e Mar - A Tribuna), Aline Sotelo (Record) e Rejane Lima (Estadão);
7- Fábio Mello Fontes, José Carlos Silvares e esposa;
8- Mauri, Edson, Douglas e Kamila;
9- José Rodrigues (à direita) e dirigente da Praticagem;
10- Ivani Cardoso e José Carlos Silvares;
11- Humberto Perina - Record (à esquerda) e dirigentes da Praticagem;
12- Carlos Nogueira - A Tribuna (ao centro) e equipe do Canal Aquaviário

Veja o que já foi publicado sobre a Praticagem
QUEDA DE BRAÇOS: Praticagem resiste à investida dos armadores
Profissão exige aplicação e preparo físico
Contrato com os armadores é de 2003
Praticagem nega que custos sejam elevados









quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Presidente da Embraport vem a Santos

Executivo falará sobre a nova composição societária

O diretor presidente da Embraport – Empresa Brasileira de Terminais Portuários, Geraldo Villin Prado, vai expor em Santos, em 11 de dezembro, a nova composição societária do terminal em construção na margem esquerda do complexo portuário. O evento deve atrair muitos interessados, principalmente após a crise de Dubai, nos Emirados Árabes, sede do novo investidor do terminal, a Dubai Ports.

Na ocasião, também será apresentado o estado atual do projeto. Programado para ser o maior terminal multiuso do Porto de Santos, o Embraport é projetado para operar com contêineres e granéis líquidos, entre eles, etanol. A visita de Geraldo Villin será à Câmara Municipal, mais precisamente à Sala Princesa Isabel, no Paço Municipal, à Praça Mauá, s/nº, às 18h30. Acompanha o executivo o presidente da CPEA – Consultoria Paulista de Estudos Ambientais, Sérgio Pompéia, antigo dirigente da Cetesb.


Mais sobre a Embraport


Embraport prepara evento em Santos

Após meses parada, obra tem movimentação
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