sábado, 31 de outubro de 2009

Santos terá Conferência Marítima


A exemplo do Santos Export e o Fórum Comex, Santos sediará encontro sobre o setor portuário

A Pandibra-McLintock e o Sindicato das Agências Marítimas do Estado de São Paulo – Sindamar estão organizando a Conferência Marítima, que será realizada em 5 de novembro de 2009, no Parque Balneário Hotel, em Santos/SP. Palestrantes destacados estão escalados. Fones: 13 32197228 - 78501999. www.conferenciamaritima.com.br.

Tito na Expocargo em Porto Alegre

A 10ª edição da Expocargo - Feira de Comércio Exterior e Logística, de 3 e 5 de novembro, em Porto Alegre (RS), terá a participação da TITO Global Trade. Hermeto Bermúdez exalta as vantagens do evento e mostra o crescimento nos setores alimentício, varejo, petróleo e gás. “Entre 2006 e 2008, a empresa cresceu a média anual de 22%. Em razão da forte queda do comércio mundial decorrente da crise financeira, diversificamos nossos serviços. Esperamos um aumento de 5% no nosso faturamento para 2009”, disse.

Do Brasil ao Oriente

A partir de amanhã (1/11) a Hamburg Süd oferecerá novo serviço entre Brasil e Oriente Médio, com saída semanal, em dias fixos, nos portos de Santos (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR) e Navegantes (SC). A rota faz transbordo em Tanger (Marrocos) e distribuição em Jebel Ali (Dubai). Segundo o diretor de carga reefer, Henrik Simon, com o serviço a Hamburg Süd completa seu portfolio atendendo a todos os continentes e a crescente demanda.

Trade

Segundo o Datamar, as exportações brasileiras para o Oriente Médio desde 2006 têm apresentado aumento acima de 20%. Entre os principais volumes transportados na rota estão cargas refrigeradas - destaque para frango e carnes, com mais de 60% da movimentação-, e carga seca, principalmente açúcar e papel. A empresa pretende movimentar frutas. “A perspectiva é de transportar, no início de 2010, cerca de 100 contêineres por semana no trade”, diz o executivo.

Chineses querem investir

A Codesp recebeu ontem (30/10) a visita de comitiva de empresários da China Comunications Construction. Eles estão interessados em conhecer as instalações e investir no projeto Barnabé Bagres.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

PSB faz política na Codesp

Muito ao contrário do que, desde o início, vem pregando o ministro dos Portos, Pedro Brito, a Codesp, em Santos, vem misturando política e gestão. O discurso em defesa de indicações técnicas, em detrimento de ingerência política, perde força. Mais que isso, deslizes são cometidos, alguns comprometedores.

O mais novo episódio foi levado a público ontem (29), durante sessão da Câmara de Vereadores de Santos. A parlamentar petista, Telma de Souza, apresentou material em que a gerente de Contencioso Trabalhista, advogada Tertulina F. de Vasconcelos (PSB), faz circular em folha de processo interno uma convocatória para lançamento de site na internet com fins políticos eleitorais. “Para ciência à (sic) todos. Em 22.10.2009”, escreve a gerente, ao passo em que o documento é assinado por vários subordinados, dando ciência formal.

A escorregadela é a segunda em menos de quinze dias e, como na primeira, advogados estão no centro da discussão. Embora tenha um quadro com vários destes profissionais, surpreendeu o fato de a empresa necessitar da contratação de um escritório terceirizado. E mais: um escritório com sede em São Paulo. Ainda que se pretendesse um escritório para representar a empresa em segunda instância, do ponto de vista econômico, não se justificaria o pré-requisito.

Após o alerta, o certame foi revogado, sem que uma boa explicação viesse a público. Como não houve esclarecimento, cada um disse o que pensava, como por exemplo, que se tratava de plataforma política.

Mais nitidamente político é o site da gerente do Contencioso. Filiada de carteirinha ao PSB, o mesmo partido de Pedro Brito e do deputado federal Márcio França, Tertulina já está em campanha para 2010. A política não é novidade, uma vez que ela já foi secretária de Assuntos Jurídicos de Santos. Conhecedora de leis, deveria ter evitado a situação. Veja o site.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Santos tem novo recorde em setembro

A Codesp, adminis-
tradora do Porto de Santos, anunciou hoje novo recorde para o mês de setembro, quando foram movi-
mentadas 7.734.434 t de mercadorias diversas. O dado significa alta de 1,7 % em relação a setembro do ano passado. As exportações tiveram um crescimento de 9,5%, enquanto as importações caíram 12,2%. A marca corresponde, também, ao quarto maior movimento mensal na história do porto. Este ano, foram registrados recordes nos meses de março, abril, maio, junho e agosto.

No total acumulado até o terceiro trimestre, o movimento atingiu 61.287.232 t, 1,6% sobre igual período de 2008. O destaque ficou com as cargas de exportação, que totalizaram 44,9 milhões t, 14,3% acima do ano passado. As importações, com 16,3 milhões t, recuaram 22,2%. Em relação ao acumulado do ano, a expectativa da Codesp é encerrar 2009 com um movimento em torno de 81,5 milhões t.

A participação na balança comercial subiu de 24,4% em 2008 para 26,4% neste ano, o que denota um impacto menor dos efeitos da crise mundial no Porto de Santos em relação à soma dos demais portos brasileiros.

Produtos - O açúcar lidera a pauta de exportações do Porto de Santos em 2009, com 12,3 milhões t movimentadas entre janeiro e setembro, 35,9% acima do mesmo período de 2008. Esse volume representa 27,5% do total movimentado pelo complexo portuário santista. O complexo soja (grãos e peletes) também foi destaque, totalizando 9,7 milhões t de janeiro a setembro, 10,8% acima do registrado no ano passado.

A movimentação de contêineres, apesar da tendência mundial de queda, já vem apresentando recuperação. A redução, em TEUs, que chegou ao patamar de quase 22% no primeiro trimestre, é hoje de 17%.

Números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) indicam mudança no destino das exportações do porto no acumulado do ano, reflexo da busca por novos mercados. Parceiros comerciais tradicionais como a União Européia, Nafta e Mercosul reduziram suas compras do Brasil, enquanto cresceram, significativamente, os embarques para a Ásia, Oriente Médio e África. (Com informações e foto da Ass. Imprensa)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Santos Offshore divulga balanço positivo

Para promotores, evento firma-se como o maior do Estado no setor de petróleo e gás

Da Fire Mídia

O evento superou a marca dos anos anteriores chegando aos R$ 300 milhões em negócios. Mais de 18 mil visitantes passaram pelos estandes de 252 expositores e conferiram 50 palestras da conferência.

A terceira edição da Santos Offshore Oil & Gas Expo and Conference aproveitou o momento dos investimentos voltados para a Bacia de Santos para se consolidar como maior evento do setor de petróleo e gás do Estado de São Paulo, além de se tornar a terceira maior do segmento no Brasil. O evento reuniu profissionais, autoridades e empresários que aproveitaram os quatro dias da feira para concretizar negócios e realizar contatos importantes para o crescimento da cadeia produtiva de petróleo e gás.

Atraindo mais de 18 mil visitantes, o público presente à Santos Offshore pode conferir as novidades em máquinas, equipamentos e outros insumos utilizados pela indústria petrolífera. As atividades realizadas em paralelo, como a Rodada de Negócios, o Canal Fornecedor e a primeira edição da Santos Offshore Conference, foram significativas para os resultados alcançados. "Mais uma vez a feira superou as expectativas chegando a excelentes resultados. Estamos felizes com esta conquista e também em poder contribuir para este setor em pleno desenvolvimento", destaca Valmir Semeghini, diretor da AGS3, organizadora do evento.

O sucesso da feira começou desde o interesse pelos estandes com um aumento na participação de empresas internacionais, que cresceu mais de 100% em relação ao ano anterior. Ao todo 252 expositores participaram da Santos Offshore em 2009. Até o último dia do evento cerca de 25% das empresas expositoras desta edição já confirmaram participação em 2010.

"Tivemos uma audiência muito qualificada, tanto na participação de compradores, assim como gerentes e técnicos do setor. Na área de exposição tivemos um crescimento de 20 a 30% em relação às edições anteriores, e dentro dos próximos três anos nosso objetivo é seguir a tendência dos grandes eventos do segmento alcançando a marca de 600 expositores", destaca o diretor.

Santos, cidade sede do evento, também acompanha os benefícios. "A feira desenvolve a região, oferecendo empregos, recursos e tecnologia. Ao todo, foram gerados 2 mil empregos diretos e indiretos na região, o que movimentou a rede de serviços da cidade. Além disso, os negócios executados durante a Santos Offshore fortalecem a economia da Baixada Santista, que tem grande importância no cenário nacional", ressalta Semeghini.

A 4ª edição da Santos Offshore Oil & Gas Expo and Conference já tem data confirmada e ocorre de 19 a 22 de outubro de 2010. De acordo com Valmir Semeghini, as expectativas de crescimento para o ano que vem são ainda maiores, tanto em número de empresas participantes, quanto em negócios.

sábado, 24 de outubro de 2009

Memória: Reporto vigora até 2010

Por ocasião de seu último contato como este blog, o subsecretario de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria Especial de Portos –SEP, Fabrízio Pierdomênico exaltou os benefícios do Reporto, o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária. Nos moldes atuais, o programa, responsável pela renovação do parque tecnológico operacional portuário no país, vigora até 2010, estendido a partir de 2007, a pedido dos empresários do setor.

Do arquivo pessoal, publico a seguir uma reportagem feita especialmente para a Revista Global sobre o tema. O texto é de 21 de janeiro de 2008. Confira.



Prorrogação do Reporto agrada terminais que falam em investir mais

Sistema de desoneração para o setor portuário expiraria em 2007 e ganhou fôlego até 2010


Maurici de Oliveira

A prorrogação do Reporto até 2010, Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária foi bem recebida pela comunidade portuária, em Santos. Terminais ouvidos pela Revista Global aprovaram a medida tomada pelo governo federal em 31 de dezembro, quando expiraria o benefício que alavancou ou ampliou investimentos a partir de 2004, quando foi criado. Empresários afirmaram que a medida é necessária e estimula o investimento que é permanente e de longo prazo.

Para Gustavo Pecly Moreira, presidente do T37, da Libra, a prorrogação foi muito importante porque na atitude está reconhecido que o investimento não é algo momentâneo. “Na realidade portuária, na medida em que o comércio exterior cresce e vai continuar crescendo a taxa importante, o planejamento de investimento é permanente. Não se investe hoje e fica-se cinco anos sem investir. É preciso um programa com certa regularidade, que permita investir no momento certo, não antecipar e nem atrasar, e sim no momento adequado. É bom para a empresa que fica com um programa de investimento mais coerente”, afirmou.

Gerson Foratto, diretor da Deicmar, considerou a prorrogação como de “fundamental importância”. “Foi uma decisão estratégica e sábia do presidente, acredito, aconselhado pelo ministro (dos Portos) Pedro Brito, que tem dado relevância à necessidade de investir, vem visitando portos e vendo a necessidade de investimento. Fico muito feliz como player deste mercado em ver que o governo está olhando e está incentivando”, disse. O diretor de Operações do Tecondi, Querginaldo Camargo, também foi favorável à extensão do benefício. “Com certeza, a prorrogação é extremamente bem-vinda. Com a isenção de impostos e com o incremento no comércio internacional, torna-se necessária a modernização dos equipamentos portuários”, disse.

O Reporto foi instituído por medida provisória em 2004 e teria validade até 31 de dezembro último. Trata-se de um sistema de desoneração tributária para incentivar investimentos na recuperação, na modernização e na ampliação dos portos brasileiros. A desoneração abrange impostos como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Imposto de Importação (II), incidentes sobre máquinas e equipamentos para utilização exclusiva em portos. Aplica-se aos casos em que não há similar nacional. A prorrogação se deu por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia do ano.

A desoneração, informa Gustavo Pecly, é de cerca de 30% do valor da compra. Na Libra, onde desde janeiro de 2005 foram comprados 112 máquinas e equipamentos dentro do programa, este desconto foi de cerca de US$ 11 mi. O total investido foi de US$ 38 mi. “São basicamente dois portêineres, 14 RTGs, 24 empilhadeiras Reach Stakers, 60 caminhões e 12 empilhadeiras de menor porte”, relatou o presidente do T37. Na vigência do Reporto a Deicmar investiu cerca de 4,5 milhões de euros, segundo Foratto. Foram adquiridas dez empilhadeiras Reach Stakers. Segundo ele, o programa resolve uma questão prática. “Na realidade, ele (o Reporto) cria uma condição na ausência de similar nacional. Ele permite importar com determinadas isenções. Foi ótimo. Sem este benefício não teríamos conseguido fazer este investimento desta envergadura”, disse, mostrando-se otimista com a ampliação da validade. “Como todos nós fomos surpreendidos, vamos avaliar e ver internamente para o que for pertinente para novos investimentos que pretendemos continuar fazendo”, disse.

O dirigente do T37 destacou a importância econômica da medida e o impacto na cadeia logística e na indústria. “Quando se fala em benefício dá a entender que é estritamente ligado à empresa. O fato de desonerar dá mais chance para a empresa comprar mais máquinas e o benefício é para o comércio exterior como um todo. Se conseguimos economizar em tributos cerca de 30%, na realidade aumentamos a capacidade de investir, a empresa acaba comprando mais. No final, o sistema todo colhe o benefício. Os terminais ficam mais bem aparelhados, com melhores condições operacionais para realizar o trabalho, que fica mais rápido, a operação mais enxuta. Isso tudo reflete em custo. Todos saem ganhando, o exportador, o armador, o terminal e o comércio exterior como um todo”, ensina o engenheiro naval, no comando do primeiro terminal privado de contêineres de Santos.

No Tecondi, dentro do Reporto foram adquiridos dois guindastes de 100 t da austríaca Liebherr-Werk Nenzing que permitem operar carga conteinerizada até a 17ª fileira de navios tipo “post panamax”. Contam com lança de 51 metros de extensão, além de capacidade de içamento de até 104 toneladas. O equipamento manuseia tanto contêineres quanto cargas de projeto. O terminal adquiriu ainda mais dois guindastes de 100 t da empresa Fantuzzi, dezesseis empilhadeiras de grande porte e dois terminal tractors. A desoneração ficou ao redor de R$ 7,5 milhões com a isenção de pagamento em II, IPI e ICMS. A empresa informou que está adquirindo dentro da prorrogação do Reporto dois portêineres e seis RTG´s, ao custo de US$ 21 milhões. Embora tenha considerado eficaz e necessária a prorrogação, Querginaldo Camargo, disse que há um senão. “O parêntese que deve ser feito é quanto à necessidade de não similaridade nacional para a utilização plena dos benefícios de isenção. Citamos como exemplo o caso das empilhadeiras. Existe apenas uma fábrica nacional, com o prazo de entrega superior aos fornecedores internacionais e ainda com o preço mais elevado. Mesmo sem preço e nem prazo, a empresa brasileira tem proteção no mercado nacional. Com isso, somos prejudicados no uso e fruto completo do benefício”, disse.