sexta-feira, 2 de maio de 2008

CCPU adere ao projeto 200 Anos dos Portos

Terceiro módulo tratará de Gestão Ambiental e já tem a presença confirmada do Ibama

A CCPU Controle de Pragas e Tratamentos Fitossanitários acaba de aderir ao projeto 200 Anos dos Portos – Um diálogo aprofundado, série de entrevistas coletivas e públicas a fim de inserir o Porto de Santos nas comemorações pelo bicentenário da abertura dos portos. A empresa é patrocinadora do terceiro módulo, Gestão Ambiental, ao lado de Católica Unisantos. A terceira edição será realizada em 29 de maio, no Espaço Cultural Frontaria Azulejada, à Rua do Comércio, 96, no Centro Histórico de Santos, e pretende abordar dragagem, licenciamento, gerenciamento de risco, prontidão em resposta ambiental, entre outros temas. A presença do IBAMA já está confirmada.

Para a CCPU, a realização do evento é oportuna, uma vez que coincide com o aniversário de dez anos da companhia. Criada em São Paulo, em 1998, a empresa se instalou em Santos, de onde cresceu e hoje mantém escritórios no Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina. “A data está relacionada com o crescimento da CCPU e com o desenvolvimento dos portos. Nos associarmos a este projeto é uma forma de prestarmos uma homenagem nestes 200 anos dos portos”, disse Marco Antonio Bertussi, diretor da empresa.

Para o dirigente, o crescimento da própria companhia está relacionado ao desenvolvimento dos portos. “Os portos brasileiros, e principalmente Santos, possibilitaram ao país chegar aonde chegou, pelo comércio internacional, pelo escoamento dos produtos, começando pelo café, produtos agrícolas, e hoje, automóveis, eletrônicos, produtos grandes como pás de hidroelétricas, e de alta tecnologia. É motivo de muito orgulho para os brasileiros ter os portos completando duzentos anos, pois simboliza o crescimento do País. O fato de a CCPU ser prestadora de serviços que a inserem no contexto de importações e exportações - porque faz o tratamento fitossanitário - não nega que os portos ajudaram no crescimento do país e no crescimento da CPU”, analisou.

A empresa atua no tratamento fitossanitário, ou seja, a esterilização de madeiras de paletes e embalagens, que devem estar livres de quaisquer organismos vivos. Uma pressão internacional pelo cumprimento de normas torna a atividade tão importante quanto as mais sofisticadas. “Com o aumento do comércio internacional aumentou muito a ocorrência de dispersão de pragas, porque utilizam-se embalagens de madeira, e há contêineres e navios que vão de um lugar a outro e que podem levar bactérias ou insetos, causando perdas, prejuízos e uma série de problemas”.

Bertussi cita que em 2005 os EUA gastaram US$ 105 milhões para combater o besouro chinês, uma praga importada. “É um custo muito elevado. É mais barato exigir que o exportador execute o tratamento fitossanitário, a esterilização, antes, do que permitir a inserção de uma praga e ter de correr para controlar. Os países têm exigido muito o cumprimento das normas, principalmente os EUA e na União Européia e Oceania. Estes são os mais exigentes”, revela o empresário. Segundo ele, o Brasil, por ser essencialmente agrícola, com quase 40% do Produto Interno Bruto – PIB ligado ao agronegócio, não pode se dar ao luxo de permitir a entrada de pragas.

200 Anos dos Portos – Um diálogo aprofundado tem apoio da Agência Metropolitana - AGEM, Associação Comercial de Santos, Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados - ABTRA, Fundação Arquivo e Memória – FAMS, Secretarias de Cultura e de Assuntos Portuários da Prefeitura de Santos, www.imagensaereas.com.br, Jornal da Orla, Codesp e Secretaria Especial dos Portos - SEP.

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