
Terminal marítimo investe no apoio offshore. Implantação do modal aéreo é lenta
Enquanto a costura para o aeroporto Metropolitano do Guarujá atrasa, no Porto de Santos, antigo e principal vetor do desenvolvimento local, pelo menos um terminal marítimo já se habilita para atender a atividade de apoio à exploração de petróleo e gás offshore. A Bandeirantes Terminais investiu R$ 25 milhões em instalações e equipamentos para entrar na bilionária cadeia logística.
A empresa já atua para a Petrobras e teve participação inclusive na recente manutenção da plataforma Borgny Dolphin. Vindo de Cingapura, o equipamento permaneceu de março a agosto, a três quilômetros da Praia de Pitangueiras, em Guarujá. A base de operações foi o terminal da empresa, no cais dos armazéns 22 e 23 do Porto de Santos, informou ontem Luiz Antonio de Mello Awazu, presidente da companhia.
Não se tem ainda a noção exata do impacto que a exploração de P&G terá no setor portuário. Sabe-se que, em poucos anos, a Petrobras terá até 20 embarcações na Bacia de Santos, demandando terminais específicos para atracação, a fim de carregamento e descarregamento, manutenção e abastecimento.
Demandas - A criação de um pólo naval para a construção de barcos, ou partes de plataformas, terminais portuários de apoio offshore, formação de mão de obra e de fornecedores, e superação das fragilidades da mobilidade urbana (leia-se ligação seca e aeroporto) são os principais temas nos fóruns de discussão sobre a implantação da cadeia logística de petróleo e gás no litoral paulista.
Embora alguns temas andem mais rápidos que outros, não é permitido esperar, aconselhou Luiz Antonio Awazu, que coordenou na quinta-feira, evento pelos 138 anos da Associação Comercial de Santos. Tema da noite: Perspectivas da Cadeia do Petróleo e Gás.
Segundo ele, a cadeia de P&G necessariamente precisa da atividade portuária como meio de transporte e acesso às atividades marítimas offshore. “O setor demanda esta logística e passa por esta atividade portuária. O Porto de Santos tem o privilégio de oferecer este serviço para atendimento desta importante cadeia. Investimos R$ 25 milhões e estamos preparados para oferecer serviço de apoio de logística industrial na região”, disse.
Além de investir no terminal, Awazu associou-se a um grupo e montou instalações de 80 mil m2 em Cubatão. “Fizemos este investimento para ficar à disposição do setor de petróleo e gás, oferecendo infra-estrutura para que se possa utilizar para montagem, armazenagem de equipamentos e saída para o mar por meio do nosso terminal de carga geral”.
O empresário pleiteia atender o pólo de Merluza (a 180 km de Praia Grande), abastecido por Itajaí, em Santa Catarina, e posteriormente, outros. “Nós queremos que o investimento que já fizemos, seja o nosso terminal ou qualquer outro que seja habilitado para isso, possa ser utilizado para abastecer a plataforma de Merluza, que já opera desde 1983. É um pleito nosso. Hoje já se faz pelo terminal a importação de peças ou partes, como uma árvore de Natal molhada (estrutura metálica), brocas e outros. A importação já utiliza nosso terminal para esta finalidade. Estamos agora nos preparando para que possam atracar os navios supplies (suprimentos), para que abasteçamos com peças para as plataformas em alto mar”.
Aeroporto - A demora em viabilizar o aeroporto Metropolitano do Guarujá fará com que a Petrobras - UNBS concentre no aeroporto de Itanhaém, 60 km mais ao sul, as operações de vôos para suas plataformas na Bacia de Santos, no litoral paulista.
A informação, a se confirmar oficialmente, saiu de um desabafo do gerente de Suporte Operacional da UNBS, Luiz Amaury Rediguieri, durante o fórum pelos 138 anos da Associação Comercial de Santos. (Fotos da ACS 1- Luiz Amaury Rediguieri, Luiz Awazu e Márcio Lara; 2- Dirigentes e público)
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Petróleo e gás agregarão negócios ao Porto de Santos
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